Você já se perguntou qual é o melhor tipo de biodigestor? ou até mesmo, o que é exatamente um biodigestor? Se a resposta for sim, você veio ao lugar certo! Neste artigo, apresentaremos para você o que é um biodigestor, e os quatro modelos mais comuns no Brasil.

O Mercado de Biogás no Brasil: Um Cenário de Crescimento

Fonte: Panorama do Biogás 2024 – CIBiogás (2025).

O mercado de Biogás no Brasil tem se desenvolvido rapidamente. Sistemas antes considerados de alta tecnologia, como os que possuíam agitação e aquecimento, hoje são comuns. Essa evolução se deve ao amadurecimento dos fornecedores nacionais, o que faz com que a dependência de tecnologia estrangeira seja cada vez menor.

Atualmente, o Brasil possui mais de 1600 plantas de biogás em operação, número este bem superior inclusive ao de muitos países europeus. A grande maioria dessas plantas utiliza o biodigestor Lagoa Coberta.

 

Mas.. o que é um Biodigestor?

Um biodigestor é, resumidamente, um tanque hermeticamente vedado, sem contato com o oxigênio ou o ambiente externo. Ele dispõe de pontos para a entrada de resíduos, um ponto de saída e um ponto para a coleta de biogás. Sua função primordial é gerar biogás a partir de efluentes e resíduos orgânicos. Há diversos modelos de biodigestores, mas alguns são amplamente utilizados no Brasil. A seguir, vamos conhecer os quatro tipos de biodigestores mais implementados no Brasil. No Brasil, embora existam diversos modelos de biodigestores, quatro tipos se destacam por sua ampla utilização. A seguir, exploraremos esses quatro modelos mais comuns em nosso país.

 

Os 4 Tipos de Biodigestores Mais Usados no Brasil

Vamos conhecer em detalhes os modelos que dominam o cenário brasileiro:

1. Lagoa Coberta (ou Canadense/Lona)

O biodigestor mais popular no Brasil, este tipo domina o cenário da biodigestão, sendo amplamente adotado em diversas escalas. Sua prevalência se deve à adaptabilidade a diferentes biomassas, facilidade de operação e manutenção, e capacidade de gerar biogás de forma consistente e eficiente.

Tempo de Retenção Hidráulica (TRH): Em média, 30 dias. 

Taxas de Sólidos admitidas: entre 3 e 7%, a depender da presença de sistemas de agitação.

Pré- Tratamento: Demanda pouco ou nenhum  pré-tratamento para resíduos homogêneos.

Custo: Método construtivo simples e de baixo custo em comparação com outras tecnologias.

Assistência: Fácil assistência em caso de problemas estruturais ou técnicos.

Escala: Varia desde biodigestores domésticos (como o Home Biogás) até grandes projetos no setor de cana-de-açúcar.Aplica-se desde biodigestores de uso doméstico (como o Home Biogás) até empreendimentos de grande escala na indústria sucroenergética.

 

2. UASB (Upflow Anaerobic Sludge Blanket)

Este biodigestor se destaca como uma solução robusta para o tratamento de efluentes.

 

3. Indiano (ou Sertanejo)

Com a sua simplicidade e acessibilidade, é bastante conhecido.

 

4. CSTR (Continuous Stirred Tank Reactor) – Europeu ou de Mix

 

O mais avançado e robusto tecnologicamente da lista.

Uso: Empregado em larga escala, seja em indústrias com grande diversidade de resíduos (como abatedouros, indústrias frigoríficas e usinas de açúcar), seja por grandes produtores (pecuária confinada, rebanhos leiteiros e agricultores).

Qual o Melhor Biodigestor? A Resposta É: Depende!

Não há uma única resposta. O biodigestor ideal varia conforme as características dos resíduos disponíveis e os objetivos desejados.

 

Lembre-se: nenhuma solução será ideal em todas as situações, por isto é importante você contar com um profissional capacitado em desenvolver projetos de biogás antes de fazer qualquer investimento!

 

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Quer entender mais sobre esse quatro tipos de biodigestores, assista o vídeo em que o Ricardo explica no detalhe as vantagens e desvantagens de cada um deste biodigestores!

 

 

Artigo desenvolvido por: Jadiane Paola Cavaler